SIP Trunk

SIP Trunk ou PABX Virtual: qual escolher para a sua empresa?

A pergunta parece técnica, mas a resposta começa por uma coisa só: a sua empresa já tem uma central telefônica funcionando, e alguém que cuida dela? O resto é conta e divisão de responsabilidade.

Por Juliano Liberato · Publicado em 10 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

Em resumo

SIP Trunk e PABX Virtual aparecem lado a lado em qualquer tabela de telefonia, como duas versões do mesmo produto. Não são. Um entrega a linha. O outro entrega a central com a linha dentro.

Qual é a diferença entre SIP Trunk e PABX Virtual?

A central telefônica, o PBX, decide o que acontece com cada chamada: qual ramal toca, o que a URA fala, quem entra na fila. O tronco é o caminho entre essa central e a rede telefônica, por onde chegam os números e passam as chamadas.

SIP Trunk é o tronco entregue pela internet, no protocolo SIP, para a central que a empresa já tem. A GCLOUD fornece números, minutagem e rotas com failover entre operadoras parceiras, e a central continua no servidor da empresa. PABX Virtual é a central inteira como serviço, com ramais, URA, filas, gravação e aplicativo na infraestrutura da GCLOUD, já com o tronco dentro. Como esse modelo é cobrado está em PABX virtual sob demanda.

Qual é o critério que decide?

Uma pergunta: a empresa já tem uma central própria funcionando? Se tem um Asterisk, um Issabel, um FreePBX ou um 3CX em produção, com URA montada e alguém que sabe mexer, o caminho é o SIP Trunk: a central já foi paga e configurada, e trocar só o tronco preserva esse investimento. Se não tem, ou está abrindo a operação, o caminho é o PABX Virtual. Montar uma central só para contratar o tronco é assumir servidor e suporte sem necessidade.

Existe um terceiro caso, mais comum do que parece: a central existe, mas ninguém mais sabe configurá-la. Quem montou saiu, e qualquer mudança na URA vira projeto. Essa empresa não tem uma central, tem um risco, e o PABX Virtual costuma ser a resposta.

Quanto custa cada caminho?

No PABX Virtual, cada pessoa com telefone paga o ramal a R$ 38,90 por mês, com mínimo de 5 ramais, e somam-se números, canais extras e minutos de saída. No SIP Trunk não existe ramal na conta, porque os ramais estão na central da empresa.

O simulador da página de preços trata isso de forma explícita: quando você responde que já tem central própria, a parte das pessoas vai a zero e ele soma só números, canais extras e minutos. O valor do tronco sai na proposta, com a concorrência dimensionada pelo tráfego da central. Como referência, a página inicial mostra o SIP Trunk por R$ 289,90/mês + minutagem.

O mesmo perfil nos dois caminhos, com estas entradas no simulador: 20 pessoas, 4 números, nenhum canal extra, 1.200 minutos para fixo e 800 para celular por mês.

Parte da contaPABX VirtualCentral própria
Pessoas20 ramais a R$ 38,90 = R$ 778,00Sem ramal
Números4 números a R$ 24,90 = R$ 99,604 números a R$ 24,90 = R$ 99,60
Voz1.200 min para fixo a R$ 0,11 e 800 min para celular a R$ 0,15 = R$ 252,00Os mesmos 2.000 min = R$ 252,00
TroncoIncluso na central virtualValor da proposta
Total do simuladorR$ 1.129,60R$ 351,60, sem o tronco

A diferença na fatura é a linha dos ramais, mas esse custo não desaparece, muda de lugar. Com central própria, a empresa paga servidor, licenças quando a central exige, energia, backup, atualizações e as horas de quem mantém tudo funcionando. Nada disso aparece na fatura de telefonia, e por isso comparar só a fatura engana. Na voz, os dois caminhos são iguais: minuto para fixo a R$ 0,11 e celular a R$ 0,15/min, só nas chamadas que saem. Valores de referência, sujeitos a proposta comercial.

Quem cuida de quê em cada modelo?

ResponsabilidadeSIP TrunkPABX Virtual
Servidor, hardware e atualização da centralSua empresaGCLOUD
Firewall, NAT e portas da centralSua empresaNão há central local
Tronco, rotas, números e portabilidadeGCLOUDGCLOUD
GravaçõesNa sua centralNa GCLOUD, com backup incluso

Nos dois casos, a engenharia da GCLOUD atende pelo WhatsApp, 24/7. A diferença é a fronteira: no SIP Trunk, a GCLOUD responde pelo tronco e ajuda a configurá-lo, mas o que acontece dentro da central é da empresa. No PABX Virtual, a central inteira está do lado da GCLOUD.

As gravações merecem atenção à parte, porque são dado pessoal sob a LGPD (Lei 13.709/2018). Com central própria, retenção, backup e controle de acesso são da empresa. No PABX Virtual, a GCLOUD atua como operadora desses dados, e a empresa escolhe onde eles ficam: no armazenamento internacional, que é o padrão, ou no Brasil, para quem tem essa exigência.

E se a operação for de SAC ou de cobrança?

Aqui o critério muda. O GCLOUD Atende e o GCLOUD Recupera são vendidos junto com a telefonia da GCLOUD, porque softphone, fila, gravação e protocolo são o mesmo sistema. Quem tem central própria e quer uma das plataformas leva a voz junto. No SAC isso pesa: o Decreto 11.034/2022 exige protocolo e gravação guardada por no mínimo 90 dias, e integração entre sistemas falha justamente na chamada que cai ou é transferida. Nesse modelo, cada pessoa usa a licença de atendente a R$ 65,00 por mês, que substitui o ramal.

Como é a migração em cada caso?

Para o SIP Trunk, configura-se o tronco na central: autenticação por registro ou por IP autorizado, codecs G.711a e G.729, rotas e portas do firewall. Com registro, não é preciso IP fixo. Há guias passo a passo para Issabel, 3CX, FreePBX e Asterisk, e o tronco pode ser testado antes da portabilidade.

Para o PABX Virtual, a central é montada e testada com número provisório enquanto a portabilidade tramita, e dá para começar com aplicativo e softphone, sem trocar aparelhos.

Nos dois casos, a portabilidade é regulamentada pela Anatel e conduzida pela equipe da GCLOUD. A portabilidade custa R$ 20,00 por número, cobrada uma vez. Não cancele o contrato atual antes de portar: os detalhes estão na página de portabilidade.

Qual escolher em cada situação?

SituaçãoCaminhoPor quê
Central própria em produção, com alguém que mantémSIP TrunkAproveita a central e paga tronco, números e minutos
Empresa sem central, ou abrindo a operaçãoPABX VirtualNada para comprar nem manter
Central antiga que ninguém sabe configurarPABX VirtualO custo de manter continua existindo, só que sem dono
Integrador ou provedor com centrais de clientesSIP TrunkO mesmo tronco entra em qualquer central SIP compatível
SAC ou operação de cobrançaGCLOUD Atende ou RecuperaProtocolo, gravação e tabulação no mesmo sistema da voz

Perguntas que sempre aparecem

Preciso trocar de central para usar SIP Trunk?
Não. O SIP Trunk da GCLOUD funciona com Asterisk, FreePBX, Issabel, 3CX e demais PBX compatíveis, com autenticação por registro ou por IP autorizado.
SIP Trunk sai mais barato que PABX Virtual?
Depende do tamanho da equipe. No PABX Virtual, cada pessoa paga o ramal a R$ 38,90 por mês. No SIP Trunk não há ramal, mas há o tronco, com referência de R$ 289,90/mês + minutagem e valor final na proposta. Pela referência, o SIP Trunk só sai mais barato na fatura a partir de umas 8 pessoas com telefone. Mas a central própria tem custos fora da fatura, como servidor, licenças, atualização e as horas de quem mantém. A comparação justa soma os dois lados.
Posso usar o GCLOUD Atende com a minha central atual?
Não. O GCLOUD Atende e o GCLOUD Recupera são vendidos junto com a telefonia da GCLOUD, porque softphone, fila, gravação e protocolo são o mesmo sistema.
Preciso de IP fixo para o SIP Trunk?
Não. Com autenticação por registro, o IP da central pode ser dinâmico. IP fixo só é necessário na autenticação por IP autorizado.
Consigo manter os números ao trocar de modelo?
Sim, por portabilidade numérica, regulamentada pela Anatel e conduzida pela equipe da GCLOUD. A portabilidade custa R$ 20,00 por número, cobrada uma vez.

Não sabe qual dos dois é o seu caso?

Conta o que você tem hoje: se há central, qual é, quantas pessoas usam telefone e quantos números. Devolvemos a recomendação e a conta dos dois caminhos.

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Próximos passos

Decidido o caminho, falta a conta

Com central própria ou sem ela, números e minutos entram na conta do mesmo jeito.