O risco que ninguém contabiliza
Central telefônica grava e guarda no disco local. Funciona — até o dia em que não funciona. Os quatro finais mais comuns:
- O disco enche. A central para de gravar silenciosamente, e ninguém percebe até procurar uma gravação que nunca existiu.
- O servidor morre. Falha de hardware leva junto tudo o que estava lá.
- Ransomware. Central exposta e sem backup off-site é alvo fácil, e gravação criptografada por atacante é gravação perdida.
- Alguém apaga. Por engano ou não. Sem cópia externa, não há a que recorrer.
Também vale para os áudios da sua URA
O mesmo storage serve de repositório central dos áudios de atendimento: saudação, menus da URA, mensagens de espera, avisos de horário e campanhas sazonais.
Quem administra mais de uma central — filiais, clientes diferentes, ambientes de teste e produção — conhece o problema: cada central com sua cópia do áudio, versões que divergem, a gravação nova aplicada em três lugares e esquecida no quarto. Com um repositório central, o áudio tem um endereço só e todas as centrais buscam dali.
Preço
| Item | Valor | Observação |
|---|---|---|
| Armazenamento | R$ 100/mês | A cada 500 GB — equivale a R$ 0,20 por GB |
| Download (egresso) | R$ 0,00 | Baixar as suas gravações não é cobrado |
| Requisições de API | R$ 0,00 | Sem cobrança por operação |
Sem taxa de ativação e sem fidelidade, como o restante dos serviços. A ausência de cobrança por download importa mais do que parece: em nuvem de hyperscaler, resgatar um volume grande de gravações costuma custar mais do que guardá-las o ano inteiro.
Quanto cabe em 500 GB
Depende do formato em que a sua central grava:
| Formato | Por minuto | Horas em 500 GB |
|---|---|---|
| WAV PCM 16 bits | 0,96 MB | 8.680 h |
| G.711 a-law | 0,48 MB | 17.360 h |
| MP3 32 kbps | 0,24 MB | 34.720 h |
| GSM | 0,10 MB | 85.470 h |
O WAV PCM é o padrão do Asterisk e o mais pesado. Traduzindo para consumo real, gravando em WAV:
| Perfil | Minutos/mês | Consumo | 500 GB duram |
|---|---|---|---|
| Escritório pequeno | 400 | 0,4 GB/mês | mais de 20 anos |
| Empresa média | 2.000 | 1,9 GB/mês | cerca de 21 anos |
| Televendas | 12.000 | 11,5 GB/mês | cerca de 3 anos e meio |
| Call center, 40 posições | 30.000 | 28,8 GB/mês | cerca de 1 ano e meio |
Para a maioria das empresas, um bloco de 500 GB é mais espaço do que se consegue usar. Preferimos dizer isso a vender volume que você não vai ocupar — e é por isso que a conversa começa pelo seu tempo de retenção, não pelo tamanho do bucket.
Retenção: quanto tempo guardar
Guardar para sempre não é a melhor política, e nem sempre é a mais segura. Gravação de chamada com pessoa identificável é dado pessoal, e a LGPD pede finalidade definida e prazo compatível com ela — manter tudo indefinidamente aumenta a exposição em caso de incidente.
Na prática, o que costuma funcionar é combinar prazos por tipo de chamada: um período curto para atendimento comum, mais longo para vendas e contratos fechados por telefone. O que se aplica ao seu caso depende do seu setor e das obrigações do seu contrato — e é assunto para o seu jurídico, não para uma página de site. O que fazemos é implementar a regra que você definir.
A LGPD obriga a guardar os dados no Brasil?
Não. É a dúvida mais comum quando se fala em gravação na nuvem, e a resposta surpreende quem espera o contrário: o Brasil optou por não adotar localização forçada de dados. A LGPD autoriza a transferência internacional no art. 33, desde que exista um mecanismo de garantia válido.
Esse mecanismo foi regulamentado pela Resolução CD/ANPD nº 19/2024, que criou as cláusulas-padrão contratuais — um texto predefinido pela própria ANPD que, incorporado ao contrato, mantém o nível de proteção da lei brasileira mesmo quando o dado está em outro país. O prazo de adequação encerrou em 23 de agosto de 2025: não é exigência futura, já vale hoje.
Quando o Brasil é realmente necessário? Costuma ser exigência de instituição financeira, saúde, órgão público e de contratos que já carregam essa cláusula. Fora esses casos, o que a lei pede é garantia, não endereço. Qual regra se aplica à sua empresa é conversa para o seu jurídico — o que fazemos é implementar a decisão dele.
O que exigir de quem vai guardar as suas gravações
Gravação é dado pessoal em áudio. Antes de entregar isso a qualquer fornecedor — nós inclusive — vale checar seis pontos:
| Critério | Por que importa |
|---|---|
| ISO 27001 | Certificação do sistema de gestão de segurança da informação, auditada por terceiro. A infraestrutura que usamos é certificada na versão 2022, a mais recente. |
| SOC 2 Type II | Diferente do Type I, avalia os controles ao longo do tempo, não em uma foto. É o que mostra que o processo funciona no dia a dia. |
| Imutabilidade (WORM) | Sem ela, uma gravação alterada é indistinguível da original — e deixa de servir como prova. |
| Criptografia em repouso e em trânsito | AES-256 e TLS. Sem isso, o dado viaja e descansa legível. |
| Cláusulas-padrão da ANPD | Obrigatórias desde agosto de 2025 para qualquer dado que saia do país. Se o fornecedor não sabe do que você está falando, é sinal. |
| Reversibilidade | Conseguir levar tudo embora, sem custo de download e em formato aberto. Fornecedor que dificulta a saída está te prendendo, não te servindo. |
Repare que certificação não é exigência da LGPD — o art. 46 pede medidas de segurança adequadas, sem citar norma específica. Mas certificação auditada é a forma mais objetiva de demonstrar que essas medidas existem, e é o que o seu cliente vai perguntar quando ele também for auditado.
As certificações acima são da infraestrutura de armazenamento utilizada pela GCLOUD. A GCLOUD não declara certificação própria.
Como funciona na prática
- API compatível com S3. Funciona com AWS CLI, Rclone, Restic, Veeam, Duplicati e o que mais você já usa. Sem agente proprietário.
- Você escolhe onde os dados ficam. O padrão é armazenamento em datacenters certificados ISO 27001:2022 e SOC 2 Type II. Quem tem exigência de território nacional contrata armazenamento no Brasil.
- Imutabilidade (WORM). A gravação pode ser travada por um prazo definido: nem você, nem a GCLOUD, nem quem invadir a sua central consegue alterar ou apagar antes do prazo. É o que transforma um arquivo de áudio em prova que se sustenta.
- Criptografia em repouso e em trânsito. AES-256 e TLS, com buckets privados por padrão e URLs assinadas quando for preciso compartilhar um arquivo específico.
- Funciona com a central que você já tem. Issabel, FreePBX, Asterisk puro ou o PABX Virtual da GCLOUD — o envio é configurado na sua central, e a engenharia ajuda a montar.
Uma comparação honesta
Por GB puro, existe mais barato. Hyperscaler e storage de arquivamento cobram menos pelo armazenado — e cobram pelo resgate, pela requisição e pelo tráfego de saída, que é justamente o que acontece quando você precisa de verdade dos arquivos.
Aqui você paga o armazenamento e mais nada. E quando algo der errado, quem atende no WhatsApp sabe o que é um arquivo de gravação do Asterisk, onde ele nasce e por que parou de chegar. É a mesma escolha que fazemos na telefonia: não a tarifa mais baixa, e sim a conta previsível com gente que resolve.
Dúvidas frequentes
Preciso trocar de central para usar?
Consigo baixar tudo se um dia eu sair?
E se eu passar de 500 GB?
Serve para backup de outras coisas além de gravação?
Meus dados vão para fora do Brasil? Isso é permitido?
A GCLOUD escuta as minhas gravações?
Quantos minutos por mês a sua empresa grava?
Com esse número a gente calcula o consumo real, sugere o formato de gravação e monta o dimensionamento — antes de qualquer contrato.
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